Doula
O termo “Doula” deriva do grego e significa “mulher que serve”, mas atualmente ganhou outra conotação, referindo-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto. Antes do parto, a doula orienta a mulher e o seu companheiro a refletir e escolherem suas opções para o parto, explicando os diferentes tipos, as vantagens e desvantagens de cada um, as intervenções que podem ser realizadas e prepara a mulher para o momento do parto.
Durante o trabalho de parto, a Doula atua como interlocutora entre os complicados termos médicos e a parturiente; oferece massagens, ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais e não farmacológicas que podem aliviar as dores, como banhos, massagens e técnicas de relaxamento.
A Doula não substitui o acompanhante. Ela também dá suporte e orienta o acompanhante a oferecer apoio e conforto à mulher, mostrando como ser útil e não ficar perdido na assistência a mulher, o que normalmente ocorre.
Muito se confunde o trabalho das doulas com o das parteiras, mas uma doula não pode ser considerada parteira, pois não realiza procedimentos médicos como auscuta fetal, aferição de pressão e exame de toque do colo uterino. Sua função intraparto é de dar apoio físico e emocional à mulher em trabalho de parto, oferecendo segurança, tranqüilidade e conhecimento para um parto seguro e não substitui nenhum profissional envolvido na assistência ao parto.
Durante a gestação, as doulas fornecem informações baseadas em evidências científicas para evitar cesáreas indesejadas/ desnecessárias, proporcionar uma experiência positiva de parto, maior formação de vínculo mãe/bebê. São figuras importantes na retomada do parto fisiológico, natural, humanizado.
Pesquisas mostram que o parto em que uma Doula está presente tende a ser mais rápido e necessita de menos intervenções médicas. Confira algumas vantagens em se ter uma Doula na hora do parto:
- Diminui o uso do fórceps em 40%;
- Diminui as taxas de cesárea em 50%;
- Diminui a duração do trabalho de parto em 20% ;
- Diminui o uso da Ocitocina (indução de parto) em 40% ;
- Diminui os pedidos de anestesia em 60% ;
- Diminui insegurança da mãe, ocasionando um maior autocontrole e menos dor;
- Reduz do risco da depressão pós-parto, pois tem uma experiência de parto mais positiva;
- Aumenta o sucesso na amamentação;
- Aumenta auto-estima da mãe;
- Maior satisfação com relação ao parto;
- Alta mais rápida da mãe e bebê, pois diminui o tempo de internação, possibilitando uma maior rotatividade
de leitos. - Poucas admissões nos berçários de cuidados especiais (UTI neonatal);
- Economia quanto ao uso de medicamentos (ocitocina, anestésicos, etc).












